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Michael Kegler, tradutor e jornalista, responsável pelo site www.novacultura.de

 

plágio

L.I.V.R.O. na internet

Na deixa da virada do milênio, anuncia-se um revolucionário conceito de tecnologia de informação, chamado de Local de Informações Variadas, Reutilizáveis e Ordenadas - L.I.V.R.O.

… escreveu Millôr Fernandes num magnífico texto, em 2006

http://veja.abril.com.br/061206/millor.html
reproduzido desde 2006, em vários sites brasileiros:

http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=3689
http://falabonito.wordpress.com/2006/10/06/livro-millor-fernandes/

L.I.V.R.O. representa um avanço fantástico na tecnologia. Não tem fios, circuitos elétricos, pilhas. Não necessita ser conectado a nada nem ligado. É tão fácil de usar que até uma criança pode operá-lo. Basta abri-lo!

Mas graças à internet, este texto (que nem sei se alguma vez foi publicado em papel) se espalhou,  deu o salto para e Europa, e foi agora transformado em vídeo e divlugado (em língua espanhola) na youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=iwPj0qgvfIs&feature=player_embedded

Infelizmente sem menção do autor da letra, como se esta fosse a obra original dos produtores de www.leerestademoda.com,  que genrosamente já autorizaram a tradução do filme para outros idiomas.

Quem aliás quisesse traduzir o vídeo para o inglês, poderá se valer de um texto publicado já em 1997  e 1998 nos Estados Unidos:

http://its.dal.ca/publications/technologicalbreakthrough.html

http://www.learning-org.com/98.03/0010.html

(!)

 

Afinal, quem é agora o verdadeiro autor deste texto, que segundo a pessoa que o postou em 1998, já circulava pela internet. O próprio Millôr (antes de 1997)? Ou terá ele, em 2006, traduzido um texto de fonte duvidosa, para o portugês, sem citar a fonte? Quem plageia quem?

Millôr terá dito (citando sem ter encontrado confirmação nem fonte segura): »copiar um autor é plágio, copiar muitos autores é pesquisa«. Bela frase, mas o que fazemos com fontes anônimas, ou desconhecidas, o que fazer com que plageia a anonimidade da net? Quem conta uma piada sempre o faz na esperança de que ela seja nova para o ouvinte, que por sua vez, considera aquele que a conta, autor. Nem que só por instantes. Ser famoso por 15 minutos, foi a meta nos anos 70 (parafraseando Andy Warhol), na era da internet, este intervalo pode se encurtar para segundos. Aquele que, ainda ontem, foi o autor de um belo vídeo, hoje é acusado de plágio, enquanto poucos segundos depois, o autor do texto plagiado é por si, posto em questão.

Não sabemos em quem acreditar, em tempos da net, nem devemos acreditar. Talvez em nada.

E não acreditem que toda esta pesquisa seja minha. Roubei-a da revista veja:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/texto-sobre-o-book-e-de-millor-fernandes/

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